A todos um bom ano!
Quero em primeiro lugar agradecer ao Darth Vader por ser meu amigo no Facebook!
O que me leva a escrever este tópico é algo que no fundo me deixa um pouco indignado porque no que toca a carreiras na função pública as coisas vão de mal a pior, ou seja, deixo de ter um cargo de certa forma importante (montador electricista principal) para um cargo de Assistente Operacional. No fundo continuo a ganhar o mesmo, os escalões e os índices embora sejam outros inerentes à nova posição mas na verdade são os mesmos (com outras referências). É o sistema ”simplex” do Sócrates. De mil e tal categorias na Função Pública passa a apenas cento e tal e sendo eu um elemento que pertence ao grupo dos não docentes da escola onde trabalho passo a ser Assistente Operacional.
Acabamos por ser todos iguais e a única coisa que difere são os escalões e os índices a que cada função anterior fica abrangida por agora para além das novas directrizes onde os contratos de trabalho passam a ser celebrados por tempo indeterminado…
Uma leitura um pouco mais intensa sobre este assunto é descrito neste site onde agradeço ao Eugénio Rosa pela brilhante descrição:
Administração pública: Governo pretende acabar com as carreiras...
Em relação às actuais carreiras de operário (são quatro: chefias, Operário altamente qualificado, operário qualificado, e operário semi-qualificado) e de Pessoal Auxiliar, o governo pretende encaixa-las apenas numa carreira (a de Assistente Operacional). E as 19 categorias actualmente existentes nestas carreiras seriam reduzidas apenas a três: duas de chefias, e uma única com a designação de “Assistente Operacional, onde seriam encaixados todos os restantes trabalhadores desde operários altamente qualificados até auxiliar de limpeza e servente que não fossem chefes. Desta forma, também desapareceria a carreira profissional na verdadeira acepção do termo, pois não existiriam várias categorias para tornar possível a progressão. Em relação às remunerações, o governo pretende reduzir as 114 posições remuneratórias diferentes actualmente existentes a apenas 15 posições remuneratórias, sendo 7 para as chefias e somente 8 para os restantes trabalhadores. Como também existem trabalhadores de várias categorias que já ganham mais do que os valores máximos constantes da “Tabela remuneratória única”, o governo também cria três posições remuneratórias transitórias, uma para as chefias e duas para os restantes trabalhadores, a serem atribuídas apenas aos trabalhadores no momento da transição, não podendo ser aplicados tais valores aos restantes trabalhadores. Desta forma, o governo reduz as remunerações máximas na Administração Pública violando legitimas expectativas.

A pergunta que eu faço é: será que posso continuar a responsabilizar-me pelos serviços prestados deixando de ser Electricista sendo agora um mero Assistente Operacional?
Um abraço e um bom ano para todos os Assistentes Operacionais (como eu)




















